quinta-feira, 10 de março de 2011

Progressão de Acordes

Este post é sobre técnicas de criação de música, direcionado à músicos e curiosos. Se você não é nem um nem outro, alimente os peixes lá embaixo, por favor :)


Peguei um texto de outro site (fonte no final), que diz o motivo pelo qual nossas emoções mudam ao ouvir um determinado trecho de uma música. Mesmo sendo sutil,  é uma mudança que vai diretamente no estado de espírito. Aproveitei que estava lendo sobre isso e resolvi postar aqui no blog.


Pegue seu violão e clique em "continue lendo".
Antes d começar, qria deixar bm claro que essas regras são importantes sim... mas de nada adianta um carro potente com um motorista maneta. Experimente sempre as combinações erradas das notas e sinta coisas diferentes do que quem criou as regras descobriu.

"O importante é o feeling."


PROGRESSÃO DE ACORDES

Esta lição requer uma boa dose de capacidade de "sentir" os sons. É a partir deste ponto que musica deixa de ser um conjunto de regras lógicas e assume seu caráter mais "artístico". Vamos lá. Toque um acorde maior qualquer, o de G, por exemplo. Ouviu? Sentiu? Agora toque um Gm. Ouviu a diferença? Sentiu a diferença? A maioria dos autores, quando tenta expressar com palavras esta diferença, costuma descrever o som dos acordes maiores como alegres, para cima, "up" e outros adjetivos similares, enquanto os acordes menores são descritos com sendo exatamente ao contrário, ou seja,tristes, para baixo, "down". Assim, músicas com motivos tristes, de "fossa", etc, tendem a ser construidas em tons menores, ao contrário das musicas alegres, que exprimem felicidade. Este tipo de sentimento que é normalmente gerado por diferentes acordes é também utilizado na construção de padrões sequênciais pré-definidos, ou seja, que contem sequências de acordes, denominadas progressões.

À prática. Pegue uma sequência de acordes qualquer numa canção, uma como C F G C. Isto é uma progressão de acordes. Entendeu? Agora ao que realmente interessa. Pegue uma guitarra e toque esta progressão. Repita a seqüência várias vezes experimentando diferentes ritmos e batidas. Parece que todos os acorde se encaixam perfeitamente? Soa familiar? Pois bem, devia. Você deveria ser também capaz de perceber (sentir?) que quando chega ao G ele parece estar pedindo que uma outra nota seja tocada logo em seguida. Este "apelo" é comumente denominado de tensão. Ou seja, certas notas conduzem à um crescendo, à um acúmulo de tensão. Quando você volta ao C esta tensão é liberada. Da próxima vez que ouvir uma boa musica (clássica ou popular) tente perceber a tensão se acumulando em determinados trechos, até atingir um clímax (com certa freqüência a parte mais alta), para ser em seguida liberada. Esta progressão, que é uma das mais comuns nos dias atuais, é denominada de progressão I IV V, e tem justamente estas características, quais sejam, acúmulo de tensão e posterior liberação.

É capaz de adivinhar porque ela é denominada de I IV V? ... porque é composta dos acordes de número I, IV e V de uma escala musical, neste caso a de C. Veja abaixo:
 
escala maior

C     Dm      Em     F     G      A m    B dim     C
I      IIm      IIIm    IV     V      VIm    VII dim    VIII

Escala menor
 
Im      II dim    III bem    IVm     V      VI bem   VII bem   VIII m
 
Cm     D dim   E bem   Fm      G      A bem     B bem
 
Na escala de D, por exemplo, ela teria a seguinte formação: D G A D. Volte à lição II e confira. Monte esta mesma progressão para as diferentes escalas.
Uma outra progressão bastante comum é a I III IV. Que na escala de C resultaria em C E F. E na escala de E? Isto mesmo, E G# A. Experimente com esta progressão em diferentes escalas e com diferentes batidas..

Duas coisas que deve lembrar neste momento: (1) um grande número de canções baseia-se em progressões típicas e relativamente fáceis de serem aprendidas e (2) as progressões constituem-se apenas numa base que permite inúmeras variações, e não em regras fixas. Aliás, os grandes músicos são justamente aqueles que de certa forma desrespeitam estas progressões sem, entretanto, quebrar a harmonia do conjunto musical. Em outras palavras, a tensão é acumulada e quebrada através de uma progressão não convencional de acordes (o termo criatividade em toda sua extensão).
 

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