- Caminhos
Ontem à noite, estávamos em uma roda de amigos conversando sobre coisas aleatórias, quando de repente aproxima-se um ser arrastando uma sacola, com um ar vidrado, falando enrolado, mas claramente pedindo um cigarro.
Quando olhei bem pra ele, percebi que era um cara que estudou comigo no 2º e no 3º ano do ensino médio. Na hora fiquei sem ação, era muito estranho, ele estava com uns 30kg a menos e naquela situação. Ele não era uma pessoa com a qual eu conversava muito, pois sempre fui muito reservado em relação a amizades e tudo mais, mas lembro-me bem que ele era esforçado, na época trabalhava de pedreiro, ia sempre às aulas e formou-se. Lembro também do preconceito com o qual ele atacava o meu grupo de amigos e à mim, com acusações de blasfêmia e adoração ao demônio. Certa vez apresentamos um trabalho de literatura e criamos um DVD com alguns clipes de rock e poemas do lord byron, falávamos sobre o romantismo e como ele afetou o mundo; esse colega saiu da sala alegando que não se sentia bem quando "esses corvos" falavam, referindo-se a nós como sendo praticamente porta-vozes do demônio heheh.
Estava eu ali petrificado, sentindo essa experiência estranha de ter em minha frente duas vidas tão diferentes que de certa forma passaram pelo mesmo lugar, uma experiência incrível, forte e infelizmente real.
Ainda bem que um dos amigos quebrou o silêncio dizendo: "não".
O cara soltou um "pód crê" e saiu lentamente, arrastando sua sacolinha.
Isso ecoou pela minha cabeça até eu deixar o pessoal e ir pra casa.
- 50 lágrimas
Hoje eu e minha namorada fomos ao mercado comprar os ingredientes pra torta de aniversário da minha mãe, com suados R$ 50,00 que ela mesma me entregou.
Tenho o costume de deixar qualquer papel que me entreguem (Uma conta de telefone ou uma lista de compras, nesse caso...) dobrado, junto com o dinheiro usado para o pagamento.
Mas minha namorada não sabia disso.
É um valor irrisório, mas não é tão pequeno assim pra quem precisa.
A oncinha não sabia disso também, então pulou faceira de dentro da lista de compras que estava sendo balançada freneticamente pelas belas mãos de uma bela moça, dançou pelo chão e foi parar nas mãos horríveis de algum orc nojento que trocou por uma caixa de cerveja pra pular carnaval.
A partir do momento que notei isso, entrei no modo "isso não está acontecendo", ignorei o ocorrido, comprei os ingredientes com meu dinheiro, devolvi o troco pra mãe e pronto. Está tudo certo agora. :)
Se você passar por isso, imagine que o dinheiro perdido não significa nada, era apenas um pedaço de papel e você viverá muito bem sem ele, obrigado. Tenha em mente também que você consegue fácil outros papéizinhos daquele. Tomara heheh.
- Carne-vale
Minha cidade é turística, mas não se pode fazer barulho depois das 10 da noite, senão você paga uma multa exorbitante. Isso foi feito porque o pessoal não conseguia dormir, porque haviam muitas festas depois desse horário, o que é muito normal, pois É UMA CIDADE TURÍSTICA, pena que é comandada por portugueses (sem ofensas, ó pá).
Tudo bem, isso já foi digerido por mim, até porque não saio muito de casa, só acabei ficando indignado por causa da burrice alheia, mas enfim... onde quero realmente chegar, é no carnaval.
Aqui, no centro da cidade, até lá perto da praia, as ruas estão lotadas deinfernaisbloquinhosdesgraçados dessa porcariade carnavalimbecil.Não se pode ouvir nada em volume normal dentro de casa, é bem aqui na frente o começo da festa, minha casa é invadida por músicas terríveis, isso é bastante ruim e agora me sinto como esses moradores que reclamaram dos shows.
Tomara que acabem logo essa porcaria todaNão que eu queira acabar com o carnaval, mas é só ter um pouco de bom senso, e imaginar que dentro das casas das pessoas devem ter idosos, pessoas doentes, pessoas que trabalham amanhã de manhã e pessoas que assistem TV Escola pra não ter que escutar "créu... créu créu.... créu créu créu....", ainda se fossem músicas que me trouxessem um pouco de conteúdo. :)
Acho que seria legal pra todo mundo se fizessem o carnaval numa área mais afastada, tipo na praia... igual o ano novo, poupando assim mais pessoas. As danceterias que eram acusadas de barulho migraram pra lugares afastados, já pra não incomodar osvelhosoutros.
Ok, lendo agora, é realmente um exagero meu, falta de "abrasileiramento", e um toque de velhice. Mas a mocinha abaixo falou coisas com as quais eu concordo:
- Atropelamento bicicletal
Sobre o pessoal que foi atropelado naquela passeata... acho que deveriam agradecer ao atropelador, pois ninguém jamais notaria a passeata de vocês. No fim das contas o cara fez um marketing mundial pra causa de vocês, coisa que vocês jamais conseguiriam, e ainda por cima não matou ninguém!
Um pouco retardado o raciocínio, mas todo raciocínio é válido. Ou será que não?
domingo, 6 de março de 2011
Assuntos aleatórios I
Faz bastante tempo desde a última vez que postei, então dessa vez venho com alguns fatos que rechearam minha conturbada semana:
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